sábado, 30 de julho de 2011

Calvin and Hobbes

As tirinhas de Bill Watterson são incríveis. A amizade inabalável de Calvin por seu tigre: o maior símbolo do amor pela imaginação ♥

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dias de onde?

dias de onde?

a vontade de me sentir mais viva do que sempre pareço estar já me é comum
e há sempre algo que me prende
convenções, costumes, gratidão...
sei lá que coisas fazem com que eu não me largue no mundo de ser por ser
penso se não é uma espécie de preparação
mas essa com certeza é uma besteira que não faz lá muito sentido
deixar de ser para encontrar mais beleza?
deixar belezas para encontrar mais ao que se doar?
doar-se ou não?
quanto e como?
acordar e deixar a rotina agir sozinha não ajuda muito
e as férias passam assim, lentas...
com muita e muita preguiça de me deixar viver e sentir gostos mais fortes.

domingo, 17 de julho de 2011

Meio da Noite

meio da noite

o amor se mostrou pra mim como quis
e só eu sei o que vivi do que foi belo
e do que não foi
só eu sei o que senti pulsar
e o que fiz o sono afastar da minha mente
só eu sei os motivos pros desejos
e a falta dos motivos
minha casa nunca foi outra pessoa
meu calor nunca deixará de vir de onde vem
e o que se instala
o que parece ser parasita
na verdade é alimento
não por ti
por mim


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Noturno 28 5 11


Primeira postagem do ano! E tem que ser rápida, tenho que dormir até meia noite. Essa imagem de olho grego é meramente... sem sentido algum, só porque eu gosto desses objetos mesmo! Ouço Lobão e mais uma vez eu não sei porque renovei a cara do bulógui. Sempre faço isso numa tentativa de vir mais aqui, de sentir mais isso aqui, mas na verdade essa coisa toda é aleatória. Falo com vocês, leitores que eu imagino serão pra sempre só eu mesma, e penso que poesia é algo impressionante. Posto aqui porque a internet tem potencial de levar a poesia onde eu jamais poderia sonhar em levar!

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Noturno 28 5 11

o cansaço da minha pele, de estar no que rodeia,
é imenso
não consigo mais chegar aos meus pontos mais profundos,
que antes eram constantemente usados pelos pensamentos
com cada coisa em seu lugar,
aquela velha organização faz com que eu duvide dos caminhos que vão até eu mesma
já gostei mais de ler
já gostei mais de abraçar
fico cada dia mais impressionada com as minhas reações naturais,
com a minha mente que é alerta e dependente do que vivo
em mais quantas histórias vamos nos torturar?
minha mente é resistente
persiste mesmo que mude por inteira,
não vai tão cedo se entregar à loucura
a não ser que decida ela mesma tornar isso um prazer.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Entre Sentir

Entre Sentir

Entre essas forças da noite
Entre esse sono pesado e antigo
Por baixo do que eu não penso, não peso, não esqueço
Esse excesso de uso da palavra saudade que eu não quero mais
O querer por novos gostos, tons e luzes
O querer pelas pálpebras abertas em ilusões felizes e embaralhadas
Não chorar
Não criticar a sátira pequena
Olhar o todo
Fincar no tombo o dormir
Acordar com marcas do plano em que se molda
Ser gente
Não ler o avesso do que se disse rápido demais, lento demais, demais demais
Focar o ar
Chegar à loucura que fica na beira do prazer da morte
Pular em si
Saudar-se enfim por todo um caminho que chamou-se Sentir

(feito agora com sono e de sono)

sábado, 9 de outubro de 2010

~ ~



Se eu pudesse ler todos os dias seu texto (03/09) para mim, descobriria coisas diferentes todos os dias. Mas uma coisa é igual: o motivo dele é a sua procura por si, e é essa vontade que pula à mim.
Desligar-se de tudo que impregna (de forma boa e ruim) para então respirar tão fundo quanto nunca se alcançou. Reconhecer os limites que os sentimentos mais singelos criam, ou reconhecer o poder das faltas.
Ao ler sinto o óbvio: não sou você, nem mesmo uma partezinha mínima. Como pode o amor enganar tão fácil?!
Você também não é parte alguma minha. Olhos, boca, sentidos batem e pulsam onde quer que você esteja, lembrando ou não de mim.
Mas sim, quero te conhecer, te ter para fazer parte de qualquer beleza que você sentir passar (demorada ou rapidamente). E esses desejos, que nos impedem de analisar tanto a vida, são naturais como a sede que o clima seco traz e faz qualquer outra coisa confusa.
Obrigada por me deixar viver um sentimento com você, seja ele qual for.

À você, Bruxo.



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

De Brasília Sem as chuvas

De Brasília

Sem as chuvas

Nada de chuva por mais de cem dias.
Os ventos desse tempo brincavam.
Eram quase uma dança, fortes, uivavam, fingiam carregar deuses.
Traziam não sei de onde aquela animação quase assassina.
Empurravam folhas, quebravam galhos, embaraçavam cabelos.
Eram ventos do fogo.
Toda a força que permeia o elemento fogo parecia escancarada nos ventos da época seca.
As queimadas enormes por toda a região centro-oeste ilustraram bem o poder dos ventos do fogo.
Talvez o mesmo vento que assombrou ao meu pai e ao meu irmão, e os fez correr para fechar janelas e varandas, tenha ajudado a queimar 2, 4, 6 km de cerrado.
"O cerrado se protege", disse o Peter ao assistirmos a mais um grande e distante cinturão de fogo.
Os vidros de portas e janelas tremiam com os ventos. Esperei vê-los trincar. Não aconteceu.
Dois meses (ou mais) de ventos violentos, respiração poluída de fuligem, cabelos e roupas com o odor da fumaça; os campos verdes próximos à minha casa com pontos de luz à noite e extensas partes pretas de manhã.
Todo esse período chamou muito a minha atenção. Mas lindo foi assistir ao (que foi para mim) seu encerramento.